domingo, 22 de agosto de 2010

Cotidiano


Atualmente vivemos dias repletos de obrigações, objetivos e coisas que nos deixam cada vez mais com a sensação de que os meses estão passando muito depressa e estamos sem “tempo” para coisas que são muito importantes em nossa vida. À atenção voltada para a família, amigos, pessoas que nos querem bem, estão se tornando raridades em nossos dias. O que devemos fazer? O que é importante e o que são prioridades?
Ficar irritado, estressado e etc. a principio isso não vai ajudar em nada para a melhoria e organização do tempo. Precisamos estar bem e sentir tranqüilidade em nossa vida para administrar essas situações, que a cada dia se tornam mais forte. Definir as coisas que realmente são importantes e as que realmente necessitam de prioridades é uma boa opção nessa administração. É muito importante lembrar que precisamos reservar um “tempinho” para dedicação daquilo que mais gostamos de fazer, pois uma mente sobrecarregada não tem como lidar com essa rapidez de informações do nosso dia a dia. Devemos valorizar pequenos gestos, atitudes, coisas que às vezes passam despercebidas em nosso cotidiano. Um abraço, palavra de conforto, gentileza, educação, sorriso. Por falar em sorriso, esse pequeno gesto faz uma diferença imensa em nosso dia e pode mudar o dia da pessoa que o recebe. Algo tão simples e de muita importância, não consigo entender como existe pessoas que dificilmente sorrir para alguém, geralmente são pessoas aborrecidas e com sérios problemas em sua maneira de viver e que dificilmente conseguem chegar ao final do dia e em seu repouso ter um sono tranqüilo e cheio de esperança de um novo dia repleto de novas oportunidades.

Tones Gomes

domingo, 15 de agosto de 2010

O Mito da Caverna


Narrado por Platão numa obra intitulada A República é, talvez, uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia, em qualquer tempo, para descrever a situação geral em que se encontra a humanidade.

O Mito da Caverna

Imaginemos uma caverna separada do mundo externo por um alto muro, cuja entrada permite a passagem da luz exterior. Desde seu nascimento, geração após geração, seres humanos ali vivem acorrentados, sem poder mover a cabeça para a entrada, nem locomover-se, forçados a olhar apenas a parede do fundo, e sem nunca terem visto o mundo exterior nem a luz do Sol. Acima do muro, uma réstia de luz exterior ilumina o espaço habitado pelos prisioneiros, fazendo com que as coisas que se passam no mundo exterior sejam projetadas como sombras nas paredes do fundo da caverna. Por trás do muro, pessoas passam conversando e carregando nos ombros figuras de homens, mulheres, animais cujas sombras são projetadas na parede da caverna. Os prisioneiros julgam que essas sombras são as próprias coisas externas, e que os artefatos projetados são os seres vivos que se movem e falam. Um dos prisioneiros, tomado pela curiosidade, decide fugir da caverna. Fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões e escala o muro. Sai da caverna, e no primeiro instante fica totalmente cego pela luminosidade do Sol, com a qual seus olhos não estão acostumados; pouco a pouco, habitua-se à luz e começa ver o mundo. Encanta-se, deslumbra-se, tem a felicidade de, finalmente, ver as próprias coisas, descobrindo que, em sua prisão, vira apenas sombras. Deseja ficar longe da caverna e só voltará a ela se for obrigado, para contar o que viu e libertar os demais. Assim como a subida foi penosa, porque o caminho era íngreme e a luz ofuscante, também o retorno será penoso, pois será preciso habituar-se novamente às trevas, o que é muito mais difícil do que habituar-se à luz. De volta á caverna, o prisioneiro será desajeitado, não saberá mover-se nem falar de modo compreensível para os outros, não será acreditado por eles e correrá o risco de ser morto pelos que jamais abandonaram a caverna.
A caverna, diz Platão, é o mundo sensível onde vivemos. A réstia de luz que projeta as sombras na parede é um reflexo da luz verdadeira (as idéias) sobre o mundo sensível. Somos os prisioneiros. As sombras são as coisas sensíveis que tomamos pelas verdadeiras. Os grilhões são nossos preconceitos, nossa confiança em nossos sentidos e opiniões. O instrumento que quebra os grilhões e faz a escalada do muro é a dialética. O prisioneiro curioso que escapa é o filósofo. A luz que ele vê é a luz plena do Ser, isto é, o Bem, que ilumina o mundo inteligível como o Sol ilumina o mundo sensível. O retorno à caverna é o diálogo filosófico. Os anos despendidos na criação do instrumento para sair da caverna são o esforço da alma, descrito na Carta Sétima, para produzir a "faísca" do conhecimento verdadeiro pela "fricção" dos modos de conhecimento. Conhecer é um ato de libertação e de iluminação.